Conheça as 16 principais metodologias de gerenciamento de projetos

A aplicação de metodologias de gerenciamento de projetos é capaz de facilitar a vida dos gerentes e de toda equipe, além de trazer resultados cada vez melhores.

Já parou para pensar no quanto a concorrência no mercado de trabalho tem aumentado?

Diante disso, atender às exigências dos clientes é o que vai garantir a sobrevivência tanto das empresas quanto dos profissionais.

Quando se trata de gerenciamento de projetos, o uso das ferramentas e técnicas adequadas faz toda a diferença no alcance dos objetivos.

É por isso que no artigo de hoje vamos falar sobre as metodologias de gestão de projetos que ajudam você a atingir altos níveis de eficiência.

Além de apresentá-las, o conteúdo aborda a importância delas e como escolher a mais adequada para cada projeto.

Por que adotar metodologias de gerenciamento de projetos?

Quem ainda não trabalha com metodologias de gestão talvez tenha suas dúvidas quanto à importância delas. Então vamos tentar clarear as ideias!

Todo projeto tem um escopo, cronograma, objetivos e entregas que devem ser cumpridas, certo? Mas como garantir que tudo saia como o planejado?

É aí que as metodologias aparecem para ajudar os gerentes de projetos e suas equipes. Elas funcionam como ferramentas efetivas na hora de sistematizar e concretizar suas estratégias.

Trata-se de um investimento, já que, além do aprendizado, demandam esforços para serem colocadas em prática. Entretanto, é um investimento que vale a pena, ajudando a empresa a voar cada vez mais longe.

Afinal de contas, a realidade mostra que sem uma gestão adequada fica complicado tocar vários projetos ao mesmo tempo – não é assim no seu dia a dia? Ou seja, para dar conta de tantas demandas, a adoção de metodologias de gerenciamento de projetos é fundamental.

16 metodologias de gerenciamento de projetos

1. Adaptive Project Framework (APF)

O APF foi descrito pela primeira vez, em 2010, por Robert K. Wysocki no livro “Adaptive Project Framework: Managing Complexity in the Face of Uncertainty” (Estrutura de Projeto Adaptável: Gerenciando a Complexidade Diante da Incerteza).

Esta metodologia foca na adaptação constante, levando em conta os contextos dos projetos que estão sempre passando por mudanças. Ou seja, nesta abordagem nada é fixo, nem a duração, o orçamento ou os riscos do projeto.

2. Metodologia Agile

A metodologia Agile costuma funcionar muito bem nos projetos mais dinâmicos. Isso porque ela é bastante flexível e divide os processos em pequenos ciclos, chamados de “sprints”.

Dessa forma, fica mais fácil fazer as adaptações necessárias de acordo com os feedbacks do cliente. Porém, depende diretamente da colaboração da equipe para gerar bons resultados.

3. Método do Caminho Crítico

Embora o caminho crítico tenha perdido espaço para outras metodologias de gerenciamento de projetos, ele não deixa de ser uma opção. E, ainda que certas etapas aconteçam paralelamente, algumas não podem atrasar.

Muito usado pelas grandes organizações na década de 1950, o caminho crítico foca nas etapas do projeto que não podem atrasar de jeito nenhum, pois comprometem outras atividades, criando um efeito cascata.

4. Extreme Programming (XP)

Criada nos anos 1990 por Kent Black, o XP nasceu a partir da abordagem Agile. É adotada por equipes de desenvolvedores de software.

Também trabalha com ciclos curtos, mas tem como principal objetivo melhorar a qualidade do produto e satisfação do cliente. Sendo assim, a equipe de gerenciamento de projetos deve prezar pela excelência durante os processos de desenvolvimento.

5. Sistema de Gestão da Qualidade

Com o intuito de garantir uma gestão de qualidade em qualquer tipo de projeto, a ABNT criou um sistema e diretrizes voltadas para o gerenciamento de projetos.

Essas diretrizes têm o objetivo de manter uma padronização na gestão a partir de processos que ajudem o projeto a atingir seus objetivos finais. É claro, sempre garantindo bons níveis de qualidade, seja qual for o escopo do projeto.

6. Kanban

O Kanban é uma popular metodologia de gerenciamento de projetos criada pela Toyota nos anos 1940. Ela parte do princípio da entrega contínua, associada à abordagem Scrum – ainda vamos falar sobre ela aqui.

Por meio de pistas visuais de gerenciamento do tempo, âmbito do projeto e orçamento, o Kanban ajuda as equipes a entenderem as expectativas por trás de cada tarefa em relação à quantidade e qualidade e também no que diz respeito aos prazos.

7. Methodware

A Methodware é uma metodologia de gerenciamento de projetos baseada nos processos do Guia PMBOK do PMI. A fim de conseguir resultados melhores para vários tipos de projetos, conta com duas versões: básica e convencional.

O que muda entre uma e outra é a quantidade de processos, que são distribuídos entre as etapas de planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento. É possível atribuir diferentes pesos a cada tarefa de acordo com a importância delas e com base em métricas pré-definidas.

8. Metodologia Lean

A metodologia Lean faz uma simplificação nos projetos, deixando-os mais enxutos. Assim, é capaz de evitar desperdícios e reduzir os custos de forma bastante significativa.

Sendo assim, a abordagem usa apenas o necessário, conferindo mais agilidade para o trabalho. Embora os recursos usados sejam reduzidos, isso não quer dizer que as entregas tenham menos qualidade.

Além de atender aos desejos do cliente, a metodologia Lean busca agregar valor aos produtos entregues.

9. Project Management Methodology (MPMM)

O MPMM foi criado pela Methods, com base no Guia PMBOK e no PRINCE2 – que também vamos abordar nesta lista. Está dividido em pacotes:

  • Standard: aplicado em um computador, com foco nos projetos pequenos e médios;
  • Professional: para projetos de todos os tamanhos de até 20 participantes;
  • Enterprise: voltado para projetos com uma grande quantidade de pessoas e de projetos simultâneos.

Este software, além de incluir um processo de gerenciamento de projetos, trabalha com gráficos, tabelas, tarefas e exemplos que ajudam a fazer entregas com mais agilidade, economizar tempo, ter mais assertividade e qualidade.

10. Project Evaluation Review Technique (PERT)

A PERT é uma metodologia usada para identificar o tempo necessário para concluir uma determinada tarefa ou atividade. É um sistema que ajuda a coordenar as tarefas e acompanhar o progresso de um projeto.

Foi criado em 1950 pela Marinha dos Estados Unidos para gerenciar um programa de mísseis submarinos. Hoje é usado sobretudo para definir prazos e determinar o orçamento dos projetos.

11. PRINCE2

Desenvolvido pelos britânicos, o PRINCE2 é usado em diversos países do mundo. Ele é voltado principalmente para os produtos e entregas que precisam ser feitas durante a execução de projetos.

Segue alguns princípios, como o foco nos resultados, justificativas para o desenvolvimento do projeto, flexibilidade, repartição das funções, lições aprendidas, divisão em estágios e tolerância em relação às adversidades.

12. Project Model Canvas

Uma das metodologias de gerenciamento de projetos mais conhecidas e aplicadas, o Project Model Canvas substitui todos os documentos do projeto por uma única folha e post-its.

Apesar de parecer simplista à primeira vista, esta abordagem é bastante objetiva e capaz de produzir ótimos resultados. Para aplicá-la, é preciso partir das perguntas fundamentais:

  • o quê?
  • por quê?
  • quem?
  • como?
  • quanto?
  • quando?

Assim, fica mais fácil clarear as ideias e garantir que todos os colaboradores entendam o que está sendo proposto, mesmo aqueles menos experientes e pouco familiarizados com métodos de gestão de projetos.

13. Scrum

O Scrum, além de ser aplicado no gerenciamento de projetos, é usado também no desenvolvimento de projetos. E faz parte das chamadas metodologias ágeis, que focam na eficiência e na agilidade.

Em vez de pensar no resultado final, esta metodologia dá um passo de cada vez. Por isso, divide os projetos em “sprints” ou etapas. A cada sprint, uma reunião é feita para apresentar os resultados e pensar no que poderia ter sido feito de outra forma.

Assim, é possível identificar o que deu certo e planejar as atividades para a próxima etapa, sempre em busca de melhorias.

14. TenStep

Como sugere o nome em inglês, a TenStep é uma metodologia fundada em 10 passos. Ela começa com o básico e, aos poucos, vai avançando para abordagens mais sofisticadas, de acordo com as necessidades de cada projeto.

Pensada para ser flexível, parte do pressuposto de que não faz sentido gastar várias horas com o gerenciamento de riscos, por exemplo, em um projeto de curta duração. Sendo assim, cada passo deve ser seguido conforme o nível de complexidade do projeto em questão.

15. Waterfall

Chamado de cascata, em português, Waterfall é mais uma das metodologias de gerenciamento de projetos que se tornaram bem populares pelo mundo. Ela também segue uma sequência de etapas para atingir um resultado específico.

Nesta abordagem, uma tarefa só pode começar depois de a anterior ter sido finalizada. Isso significa que mesmo as pequenas mudanças de escopo podem interromper o fluxo de atividades. Ou seja, não ter um caráter flexível.

16. Zoop

A metodologia Zoop foi criada na Alemanha por volta da década de 1970. O nome dela vem da própria proposta: fazer o planejamento de projetos sob a orientação de objetivos.

Para isso, é feito um acompanhamento por meio de análise, elaboração, realização e avaliação de processos e resultados. Por ser uma metodologia mais antiga, é considerada mais sólida, ou seja, pouco flexível.

Mas ela se destaca pela valorização da participação na definição dos objetivos. Assim, instiga a interação entre grupos, comunidades e organizações governamentais.

Metodologia de gestão de projetos: como escolher a melhor?

Em primeiro lugar, é importante deixar claro que nenhuma metodologia é melhor do que a outra. Para fazer a escolha certa, você deve levar diversos fatores em consideração.

Um deles é a expectativa em relação ao projeto: quais são os resultados desejados?

Projetos que esperam um resultado específico dependem de metodologias mais rígidas, enquanto projetos menos rigorosos funcionam melhor com metodologias flexíveis.

Além disso, você precisa considerar outros fatores, como:

  • complexidade do projeto;
  • tipo de organização;
  • departamentos envolvidos;
  • tamanho da equipe;
  • orçamento.

Afinal, tudo isso influencia na escolha dos processos e, portanto, das metodologias de gerenciamento de projetos.

Isso porque você também precisa pensar no tipo de empresa em que você trabalha, não apenas no projeto em si. Os recursos disponíveis, a hierarquia da organização e a flexibilidade precisam estar alinhados à metodologia. Do contrário, você terá dificuldade para implementá-la.

Outra dica é avaliar a sua equipe: será que os colaboradores têm familiaridade com a metodologia escolhida? É preciso investigar se eles concordam e se estão prontos para se organizar de acordo com o que foi proposto.

Dependendo do caso, talvez você tenha que investir um tempo para compartilhar os princípios metodológicos que vão ser aplicados.

Além disso, veja se você já conta com as ferramentas necessárias para implementar tal metodologia, pois a falta delas pode gerar despesas extras. Nesse caso, você vai ter que verificar se elas cabem dentro do orçamento do projeto.

Por fim, leve em conta o perfil do cliente. Se a metodologia de gestão de projetos depende de uma maior interação com o cliente, é preciso descobrir se ele tem disponibilidade para isso. Afinal, o trabalho não pode parar, certo?

E o mesmo vale para todas as partes interessadas: caso elas não estejam disponíveis na maior parte do tempo, escolher uma metodologia que não dependa da participação delas é a melhor saída.

Faça uma análise profunda!

Como você viu, não basta apenas conhecer as diferentes metodologias de gerenciamento de projetos. Isso porque você não vai escolher aquela que parece mais atrativa ou mais fácil de ser aplicada.

É preciso fazer uma boa análise dos aspectos listados no tópico anterior para descobrir qual é a melhor opção para o seu projeto.

Conforme as possíveis escolhas vão se afunilando, fica mais fácil buscar informações mais aprofundadas sobre cada uma delas.

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